domingo, 24 de abril de 2011

Lagrimas de sangue

Novamente me pego neste mundo, nesta pele asquerosa, meus pés descalços e nus, sem vestígios de pele, se escorrendo a cada quadra deste tumulo, minha alma esta a quatro milhas, meu coração parado há 12 horas, minha vida há uma década e minha mente poluída resta os artifícios.
Vejo por entre brechas, fagulhas de um zoar, os gritos silenciosos da mãe noite, encoberto pela dança dos rosnar, mais de uma hora se passou e nada se compadeceu, antes eram as estrelas minhas irmãs, esperando o leite envenenado, agora sou a lua no céu vigiando pela morte, um caminho que retorno sempre a florir, mas logo fecho os olhos e o escuro se condena, da lavagem que nos resta, só o expurgo me alivia.
Na calada das trevas vejo seu olhar quente, calmo, louco, espreito e radiante, na minha face cicatrizes da batalha do almejar, na espinha a espada do meu sangue ecoando, de um olho uma lagrima, a ultima a cair, vermelha como a dor que vivo sempre e sempre, esta lagrima de sangue que toca nosso pai, o lar que nós matamos cinzas restaram.
Sinto o final, pois meu irmão já vem, pássaros despenam o ninho da folhagem, e foge ao mar os cardiais, faíscas amarelas me cortam a carne, volte outra hora, pois esta tarde, dormirei nesta lama hoje, meu sepulcro desformado, cala-te os ouvidos para ficar aqui sozinho.
Lagrimas de sangue, caídas ainda brotam a mais bela rosa, parente do sentimento que trouxe até aqui, te amo para sempre, escrito em minhas veias.
Seu nome ao lado meu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário